segunda-feira, 16 de maio de 2011

Voltando às origens!

Por Renato Dutra, Supervisor Técnico Run&Fun

Quando falamos em tênis de corrida, logo imaginamos modelos com muito amortecimento, ou seja, bastante conforto. Até a década de 90, isso era regra: tênis bom para corredor era aquele que oferecesse muito amortecimento. Quase vinte anos depois, este conceito é totalmente reformulado. Especialistas em biomecânica têm descoberto que muita proteção pode alterar o padrão da pisada, o que, por conseqüência influencia toda a passada do corredor. E isso pode gerar sobrecarga e aí sabemos o final da história: dores e lesões.

E veio a onda do correr “quase descalço”. Sim, a indústria de calçados tem investido bastante em tênis denominados “minimalistas”, ou seja, com o mínimo de amortecimento possível. E há inclusive grupos apregoando que deveríamos correr totalmente descalços. E o que fazer? Jogar fora os tênis com amortecimento e passar a usar somente os minimalistas? Nada disso. É preciso ter cuidado com o processo de adaptação. Isso envolve começar andando em casa com o seu par minimalista e depois trotar 5 minutos no 1º dia, depois 10 minutos, e assim por diante.

Tive uma grata surpresa com a Nike. Participei da palestra sobre a sua versão de tênis minimalista, o Nike Free. O calçado se propõe a dar menos amortecimento e maior flexibilidade, funcionando com um “híbrido” entre correr descalço e com amortecimento tradicional. Venho utilizando a versão Free 2 para um treino semanal curto (30min trote leve) e tenho gostado da sensação. Realmente, sinto maior flexibilidade e menos amortecimento. É diferente e sinto os músculos do pé mais ativos, percebo que minha mecânica fica mais natural. Será que dá para aumentar o volume de treino com este tênis? Não sei. Na dúvida, fico com a opção de usar o produto uma vez por semana e com baixa quilometragem.

Estamos voltando à origens! “Deixe seu carro em casa uma vez por semana”, dizem os ambientalistas. Deixe seus pés “Free” uma vez por semana, eu digo!

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