quinta-feira, 21 de julho de 2011

Entrevista: Eliana Fazzio

Secretária e atleta Run&Fun SP
47 anos
Local de treino: USP

Buscando melhorar a saúde, o condicionamento físico e ainda reduzir peso, a atleta, que já fez parte da equipe Run&Fun em 2007, retornou no ano passado. Na "primeira fase" participou de quatro edições da São Silvestre (entre 1998 e 2001) e em 2010, da 13ª Corrida Solidária.

Para Eliana, a maior dificuldade é conciliar as agendas: “não tenho medo ou preguiça de treinar (...), para mim é uma conquista quando termino as sessões. Sinto-me feliz, realizada e sem lesões. Tenho somente uma dificuldade – sair do trabalho a tempo de participar dos treinos durante a semana. Conciliar a agenda profissional, de casa e pessoal é um verdadeiro malabarismo.”

Para atingir suas metas, Eliana procura, além do cumprimento dos treinos, seguir a dieta prescrita pela nutricionista. “Acredito que não se atingem objetivos se falta coragem para superar os desafios e a legítima vontade de chegar lá”, diz, convicta.

Eliana afirma que a prática da corrida contribui não só para sua saúde, como também para a melhora na qualidade do sono, para a disposição e com tudo isso junto, sobra bom humor. “Profissionalmente sinto-me mais focada e concentrada nas minhas atividades, no planejamento e execução de minhas metas e objetivos. Minha profissão exige total controle e organização das atividades, o que muitas vezes chega a situações de stress. Na pista me recomponho e deixo a tensão e o cansaço para trás.” – nos conta, com a precisão de quem sabe o que realmente importa.

Como treina junto com outros colegas de trabalho (ela é colaboradora na Reckitt Benckiser, empresa cliente Run&Fun), a motivação aumenta ainda mais: “tenho muita sorte de ter vários colegas aqui da Reckitt que treinam comigo nos mesmos dias e horários. Antes de sairmos da empresa sempre nos comunicamos uns com os outros. Se alguém deixa de ir é porque realmente está com muito trabalho ou com algum assunto urgente para resolver. Uma pessoa em especial que sempre está dando força, apoiando e convidando o pessoal a participar é a Lúcia Amorim, uma ótima amiga e profissional.” Recado dado? Ok, continuemos então.

Em 2001, na São Silvestre, a atleta nos conta que no início da (temida) subida da Brigadeiro, sentiu-se extremamente cansada com os pensamentos divididos entre “vou parar” e “quero concluir a prova”. Qual decisão foi tomada? “O incentivo e os aplausos das pessoas me incentivaram tanto que pensei: porque eu estou aqui? Não é para fazer a prova? Se as pessoas estão acreditando em mim, por que vou parar agora? Não mesmo! Se cheguei até aqui, eu vou até o final. Não sei de onde, mas consegui um último fôlego e fui até a linha de chegada. Para outras pessoas pode não significar muita coisa, mas para mim foi um sucesso.”

Nós, da Run&Fun, equipe de treinadores, atletas, pessoal da administração, patrocinadores e todos os envolvidos neste esporte, sabemos sim o quanto significa, o quanto foi difícil cumprir, o tamanho da auto-superação nesse momento. VENCEDORA. É isto que você é. Muito obrigado por compartilhar conosco!

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