quinta-feira, 21 de julho de 2011

Faça atividade física! Com segurança...


Por: Dr. Henrique Grinberg. Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo Instituto do Coração – HC-FMUSP. Médico Cardiologista do Hospital Sírio Libanês – SP e do Hospital Nipo Brasileiro - SP. Contato: henrique.grinberg@hotmail.com

Há menos de uma semana apresentei uma palestra para alguns treinadores da Run&Fun sobre o papel do exercício físico regular em pessoas com hipertensão arterial. As discussões foram muito interessantes e senti a importância da troca de idéias visando a segurança dos atletas.

Gostaria de agradecer a oportunidade de transmitir um pouco do conhecimento cardiológico para que atletas amadores e profissionais se exercitem de forma segura, promovam a saúde e diminuam as chances de adoecerem no futuro.

O cardiologista visa garantir a segurança das pessoas que praticam atividade física regular, para isso o tripé clássico da cardiologia (história, exame clínico e eletrocardiograma) é aplicado nas pessoas e colhe-se informações fundamentais para atestar aptidão, solicitar outros exames complementares ou até mesmo atestar inaptidão para determinados exercícios. Um dos pontos mais importantes da história da pessoa avaliada é o histórico familiar. Algumas doenças cardiovasculares possuem hereditariedade e a confirmação desse dado pode ser uma pista para a melhor investigação cardiovascular no sentido de garantir ao máximo a segurança.

A doença cardíaca que mais causa morte súbita em atletas jovens possui causa familiar e o reconhecimento desse problema é obrigatório.

A miocardiopatia hipertrófica pode ser facilmente suspeitada na aplicação do tripé citado acima e o histórico familiar evolutivo traz informações determinantes para a condução do caso, também frente à liberação para a prática de exercício físico.

Outros problemas cardiovasculares que preocupam os médicos na avaliação para atividade física, também possuem hereditariedade reforçando a importância da avaliação inicial e do seguimento clínico dos nossos atletas, sobretudo nos que possuem histórico familiar para doença cardiovascular.

Como um entusiasta da prática regular de exercícios, tomo a liberdade de reproduzir a fala de uma treinadora da Run e Fun durante nosso recente encontro – “ Exercício regular é mehor do que muito remédio”, desde que haja segurança, complemento.


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