segunda-feira, 4 de julho de 2011

Morte Súbita: mesmo para praticantes de atividade física, o ideal é a prevenção, sempre.


Por: Dr. Henrique Grinberg. Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e pelo Instituto do Coração – HC-FMUSP. Médico Cardiologista do Hospital Sírio Libanês. Contato: henrique.grinberg@hotmail.com


No dia 26 de junho nos deparamos com uma daquelas notícias desagradáveis de se escutar no rádio pela manhã. “Morre uma pessoa pública aos 65 anos de infarto fulminante. Ele estava dançando, quando passou mal, desmaiou e faleceu subitamente.”

Essa notícia me faz lembrar de várias outras relacionadas a morte súbita em atletas durante a prática de atividade física e que como médico e cardiologista me preocupa em demasia.

Mas dança pode ser considerado atividade física? Pode sim e dançar, apesar de atividade recreativa na maioria das vezes, pode ser considerado exercício aeróbico de alta carga e para isso merece avaliação clínico/cardiológica para praticar com segurança. Esse fato nos obriga refletir sobre a importância da avaliação periódica na população em geral e sobretudo em quem pratica atividade física, mesmo que recreativa.

O evento ocorrido se destaca em meio a dezenas de outros, diariamente ao redor do mundo. A morte súbita relacionada à atividade física é uma entidade da cardiologia atual que deve ser prevenida e há como fazer isso. O tripé clássico da cardiologia é recomendação da Sociedade Européia de Cardiologia na avaliação de pessoas que praticam atividade física. Anamnese (história da pessoa retirada pelo médico), exame físico e o eletrocardiograma constituem esse tripé que tem o poder de discriminar quem pode fazer exercícios, quem não pode, o quanto pode e quem merece outros exames complementares para a liberação ou limitação das atividades.

Na faixa etária acima dos 35 anos de idade a doença arterial coronária predomina como causa de morte súbita em praticantes de exercícios e a avaliação acima descrita, pode fazer a diferença no diagnóstico precoce e na prevenção de eventos maiores.


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