sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Relato de prova: Maratona Internacional da Patagônia

Você já pensou em correr na Patagônia? A gente já e foi até lá!

Além da beleza natural, que dispensa comentários, é preciso ter uma boa estratégia e se preparar bem para um clima frio, entre 2°C  e 7°C, além de ventos fortes.

No dia 27 de setembro estivemos lá acompanhando 9 atletas que encararam esse desafio. Confira abaixo o relato completo da prova com todos os detalhes que você precisa saber.



Prova: Patagonian International Marathon
Data: 27/09/2014
Local: Parque Nacional Torres del Paine – Patagônia chilena
Distância: 10km, 21,1km, 42,2km e 63km
N° de participantes: 1100
Destaque para o nosso atleta Pércio que conquistou o segundo lugar na categoria.

Pontos positivos: Beleza natural com paisagens paradisíacas, percurso, necessidade de elaborar estratégia e harmonia entre os participantes.





Características da prova

A temperatura no início da prova era de aproximadamente 2°C e terminou com aproximadamente 7°C. Ventava muito desde a chegada no ponto de largada, com quase 2h de antecedência, até a conclusão da prova.

O início

O início da prova é dado em diferentes horários: 63 km às 8h, Maratona às 10h, meia maratona às 12h e 10km às 11h. 

O objetivo é  que os grupos cheguem mais ou menos no mesmo horário, visto que o trajeto é o mesmo, apenas partem mais para trás. Com o baixo número de participantes, eram poucos os corredores em cada modalidade, tornando todo o processo muito simples.

Somente quem corre os 63km tem o privilégio de conhecer o lago Grey, onde encontra-se uma geleira muito famosa e todos concluem no início da trilha das Torres del Paine, três picos encobertos por neve que dão nome ao parque onde ocorre o evento.




Para chegar a cada respectiva largada usamos um translado que partiu da cidade de Puerto Natales, US$12,00, que fica a 2h30 de distância do parque.

A altimetria da prova conta com muita subida e descida, sendo raros os momentos planos. O trecho com as maiores subidas encontra-se entre o 21° km e o 10° km seguido pelo pior trecho de descida entre o 10° km e o 7°km. O restante é mais ou menos parecido.


O percurso conta com paisagens lindas compostas, principalmente por montanhas encobertas por neve, lagos e braços de mar azul, animais silvestres, como a alpaca, um animal dócil muito comum na região e, se tiver sorte, poderá ver uma tropa de cavalos selvagens. O piso é de terra em sua maior parte, exceto pontes, feitas em madeira e achegada, que é grama.




Para correr essa prova é necessário elaborar muito bem a sua estratégia, desde o vestuário, até a nutrição. É preciso estar atento aos postos de hidratação, pois haviam apenas 2 postos de hidratação, 1 pouco antes do 21km e outro há 7km da chegada. No entanto, foi avisado que cada atleta deveria providenciar a sua própria hidratação.




Ao terminar a prova fomos recepcionados com churrasco magalhânico: cordeiro assado, praticamente inteiro, em fogo feito no chão (US$30,00).

Magalhânico?
Esse termo magalhânico aparece em quase tudo na Patagônia. É uma homenagem ao Fernão de Magalhães, um navegador português que descobriu um canal que une o pacífico ao atlântico sem ter que passar por baixo do continente e que leva o seu nome, Estreito de Magalhães.



Era muito comum, assim como nas demais provas aqui no Brasil, ver os atletas se ajudando, principalmente com água, tirando fotos durante o percurso e com muita vibração na chegada.





Para chegar à cidade de Puerto Natales, é preciso voar até Santiago, fazer conexão até Punta Arenas, alugar um carro e percorrer 400km. Para ter uma ideia, a viagem durou 22h. Muito longe!


Para ir até a prova foi fácil, o horário de largada estava marcado. Para voltar, era necessário encher o ônibus e, como eram 2h30 de distância houve muito problema, não conosco, mas com outros competidores.







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